O Ciclo de Vida das Estrelas

Estima-se que a nossa galáxia, a Via Láctea, possui entre 200 a 400 bilhões de estrelas. As galáxias possuem em média centenas de bilhões de estrelas e existem cerca de centenas de bilhões de galáxias no Universo. Fazendo os cálculos, isso resulta na existência de mais de 10 sextilhões de estrelas!!! Muita coisa, não? A título de comparação, o número de estrelas no Universo pode ser maior do que o número de todos os grãos de areia na Terra ou o número total de células existentes em todos os seres humanos do nosso planeta.

       Entretanto, já pararam pra pensar como todos esses incríveis corpos celestes emissores de luz surgiram? Todos da mesma névoa estelar, mas com diferentes finais. A imagem abaixo mostra um esquema visual resumido do ciclo de vida dessas estrelas e os diferentes caminhos que elas podem seguir de acordo com a massa que possuem.

Nasce uma estrela     

O nascimento de uma estrela acontece a partir de algumas nebulosas ou nuvens moleculares (grandes nuvens de gás e poeira existentes na galáxia). Assim como as galáxias em geral, as nuvens moleculares são feitas quase que inteiramente de hidrogênio e hélio. 

Certas forças espaciais, turbulências e movimentos internos fazem com que certas regiões da nebulosa se contraiam, diminuindo, assim, seu tamanho. Essas regiões contraídas formam os glóbulos de gás frio, cada glóbulo dá origem a uma estrela. À medida que esse glóbulo colapsa sobre seu próprio peso, formam-se discos de rotação com protoestrelas no centro. No interior da protoestrela o núcleo continua aglomerando matéria das camadas externas a ele, ficando mais denso e mais quente.

Quando a temperatura e a pressão do núcleo ficam altas o suficiente, a protoestrela passa a ser chamada de estrela e inicia-se  a conversão de hidrogênio

em gás hélio, processo chamado fusão nuclear, que libera muita energia e emite luz!

Observação: A protoestrela precisa ter no mínimo um aproximado de 10% da massa do sol, para poder atingir as temperaturas necessárias e iniciar a reação. Caso a massa seja menor ela se tornará uma anã marrom, como na imagem abaixo: 

Feitas para brilhar

  Os tamanhos das estrelas podem ser variados de acordo com a massa que acumularam.Quando a fusão nuclear começa, a estrela entra em uma fase estável, usando todo o hidrogênio disponível para emitir luz. Para estrelas pequenas ou médias (como o Sol), esse processo dura cerca de 10 bilhões de anos. Para estrelas gigantes (com pelo menos oito vezes o tamanho do Sol), que consomem gás mais rápido, essa fase dura alguns milhões de anos.

Quando  hidrogênio é totalmente consumido, o combustível passa a ser o hélio. Nessa fase, a estrela se expande, tornando-se uma gigante vermelha e no caso das estrelas gigantes, surge uma supergigante vermelha. A partir desse crescimento a estrela passa a ter um tom avermelhado e o destino da estrela segue dois caminhos, conforme a massa delas:

O fim da vida

O destino final de uma estrela vai depender de sua massa. Para estrelas consideradas pequenas ou médias, isto é menos de 10 vezes a massa do sol, ela se tornará uma gigante vermelha. Após cerca de 2 ou 3 bilhões o combustível provindo do hélio termina e com o sopro de ventos internos ela se tornará uma nebulosa planetária e em seu centro ficará o que sobrou da estrela uma anã branca.  Anãs Brancas podem ter tamanhos comparáveis aos do nosso planeta Terra, porém suas  massas são mais similares às do Sol. Esse corpo celeste esfriará com o decorrer de bilhões de anos e se tornará uma anã negra.

Um processo parecido acontecerá para as estrelas consideradas grandes, com mais de 10 vezes a massa do sol. Essas estrelas super massivas se tornarão supergigantes vermelhas, na qual a fusão nuclear continua e o hélio se transforma em elementos mais pesados, como carbono e cálcio, até chegar ao ferro. Quando isso acontece, o núcleo fica tão denso que não consegue mais suportar o próprio peso e explode, emitindo mais luz do que uma galáxia inteira. A energia liberada é muito grande e são formados elementos como o urânio e o ouro — essa explosão é uma supernova!

Depois da supernova, duas coisas podem surgir: ou uma estrela de nêutrons bem compacta, caso o que restou da estrela tiver menos do que cinco vezes a massa do Sol, ou, então, o tão temido buraco negro extremamente massivo que acontece quando os restos da estrela ultrapassam cinco massas solares.

Amanda Rocha

Fontes: 

Nasce e morre uma estrela: entenda o ciclo de vida estelar! – A Ciência Explica (cienciaexplica.com.br)

Life Cycle of a Star – Seven Main Stages of a Star – Stellar Evolution (byjus.com)

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